sexta-feira, 6 de abril de 2007
A Ordem da Mosca ( cap. III ) - Etéreo, etéreo, etéreo
Como ia dizendo...ao perceber o conteúdo que repousava naquele recepiente que nem de longe pareciaVidro, o ardiloso Estevan não poderia deixar em brancosem soltar uma das suas - Gin tônica? Vem cá,isso não ébebida de viado? E já ia explicando qualquer coisa sobre seu problema com horários, momento que algum agente externo atravanca-lhe o raciocínio -’nabel.Suspi-ra. -Senhores! Cumprimenta a jovem. -”Se não é a casual e dissimulada voz de mulher” pensa Andrew. -Senhorita. Responde o último. Ao que prossegue à fitá-la, como o fazem os lobos quando estão famintos,por sua vez, Estevan. Passam-se longos vinte segundos aproximadamente, em deslumbrado silêncio que agarota chega a franzir a testa preferindo, em virtudedo volume de pedidos à anotar, despertá-lo do transe: - E nosso amigo Estevan, aceita um café? - Libanês. Num meio sorriso ,sucinto a sustentar o olhar de predador,completa Estevan que por sinal venderia até a alma em troca do deleite com aquele “rabo-de-saia”.’Nabel executa uma manobra de 180º levando consigo o bloquinho de notas, sua locomoção erapor assim dizer, de uma manhosa displicência, oque em absoluto desabonava sua plasticidade, pois mesmo feia ela era bonita. E o então lobo que acompanhava as fantásticas ondulações daquele nada modesto quadril num balançar contemplativo, obvserva como o faz o degustador de vinho: -Saliência íngreme em arrojo e modelagem. -Que que tem “agem”? Pergunta o colega que, digamos assim, não compartilhava exatamente da mesma opnião. Ao que anciava o prosseguir do assunto “a”.
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