sexta-feira, 6 de abril de 2007

Canhonaço ( Matadô de Lampião )

Manhô dia
franzino cocoricá
galo que se encabula

Ai! Que secura de palavra
e a mão tá pouca
pra tripular a caneta

Mas um versim só
e é bandeirante
que alaúde em mão
navalha noutra pede:
- Bença!
e adentra o não-território

Na aridez dos zóio
verde teu verso
é verso de infantaria
e eis que ruge
ao teu címbalo.

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